Pra falar a verdade eu sempre quis aprender a responder provocações e indiretas. Quando pequeno notava algo de interessante nas respostas prontas que, vez ou outra – muitas vezes em outras fases da vida – ouvia alguém dizendo para revidar uma provocação.
Na minha vez eu simplesmente não me sentia motivado. Na verdade, na enorme maioria das vezes, eu não sabia o que dizer. Tudo bem... Eu poderia até saber, mas não tinha a motivação, apesar de ter motivos.
Mania de minimizar conflitos? Não exatamente. Mania de não deixar que me digam o que fazer. Mania, também, de pensar nas oportunidades que não alcançaram quem geralmente se identifica com o papel de provocador.
Havia um santo que dizia temer homens de um livro só. É por aí... Penso que a razão do minimalismo de alguns (muitos, para ser sincero) começa aí. Ah... A falta que faz descobrir-se!
É estranho. Mas chega um momento que você não precisa mais dizer para si que é superior a dada ocasião. Você simplesmente é. E sabe disso. Não como quem busca algum orgulho ferido... Não. É como um estalo sucedido de um riso disfarçado: pois é, fazer o que se eu supero?
Deter-se na essência das coisas... Na essência das pessoas. É disso que falo.
Vergonha não é deixar de revidar. Vergonha, provavelmente, é contradizer-se.