
Um rico? Um pobre? Um homem? Uma mulher? Um brasileiro? Quem ganhou?
De todo modo: Parabéns! Desejo que ele invista em todos os sonhos bons que eu investiria.
Não que meus sonhos sejam melhores que o dos outros... Na verdade são melhores que alguns sonhos, sim. Por exemplo... O guarda no shopping dizia que gastaria tudo com mulheres. Alguém me contou que iria viajar e levar os amigos junto, daria dinheiro para todos. Outro iria gastar metade com um psiquiatra... E há aqueles que ajudariam a família e comprariam imóveis. Sem falar nos mais estranhos que não mexeriam no dinheiro, deixaria-no acumular, acumular...
Fico feliz de saber que alguns não ganharam o prêmio. Seria um desperdício total! Mas concordo que é muito interessante o sentimento de liberdade que uma grande quantia de dinheiro evoca. Especialmente uma grande quantia para a vida toda!
Quando me perguntam eu tento ser normal: viagens, estudos, solidariedade e poupança. E que falar algo diferente disso assusta... Mas, na verdade, queria mesmo uma Fundação! Um Instituto... Uma rádio... Um jornal... Uma empresa de comida! Algo que fosse util para entrar no jogo de forças culturais. Sonhos. :P
Bom... Tomara que o ganhador tenha bons sonhos.
Escrito por Wagner às 22h04
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Europa
E tem mais gente de fora por aqui. Olha aí: Portugal e Austria.
Obrigado! :) Sim, tou me achando. :P

Escrito por Wagner às 12h03
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Deus ama o ser humano

E eu não conheço o motivo exato. Mas se Ele ama, alguma coisa de muito bom deve ter ou então é pura esperança de Deus... Parece-me que um pensamento vem a calhar: "se Deus criou as baratas, para alguma coisa elas servem". Eu explico: fui assaltado pela quarta vez em São Luís. Graças a Deus, estou vivo pra contar.
Não venham me dizer que existem os bons, os maus, os favorecidos, os desfavorecidos, que eu atraio ou expulso, que foi sorte ou azar e que a violência é algo relativo. Pra mim não foi nada relativo e nem se trata de superstição! Aliás... Acho que estou no ramo certo, porque não saberia viver sem os fatos! Um hobbie? FATOS.
Eu gosto de fatos porque eles me recordam o senso de realidade que falta a muitos. E pra falar a verdade é possível tirar algo bom até mesmo de mais um assalto em minha vida: vivi algo real em tempos de "Second Life" (joguinho bobo em que as pessoas deixam de sair de casa para viver num mundo virtual, inclusive com jornais próprios).
No atual mundo de fugas e virtualismo, nada mais importante: viver o que é real. E certo que há coisas reais mais importantes e menos traumatizantes para se viver! Elas existem e as desejo a todos os seres humanos, inclusive aos que se ocupam de tomar posse dos bens alheios. Especialmente a esses, aliás!
O quarto assalto não é tão diferente do primeiro. Há particularidades: a gente não fica tão nervoso e até consegue negociar com os ladrões. Mas é também nessas horas que as verdadeiras convicções pessoais vêm à tona, porque a realidade atrai realidade.
Não tenha dúvida! Compreendi que, de fato, me importo com a vida humana em todos os seus estágios, em especial naquele em que há um facão enferrujado por perto, pronto para desferir o primeiro golpe.
Se por um lado eu pude testar minhas reais convicções, os jovens ladrões também puderam. Um deles foi capaz de ordenar que os outros me devolvessem os documentos, o jeans e até mesmo um presente que eu acabara de comprar. Outro, já de posse das minhas posses, despediu-se dizendo: “Fazemos isso porque precisamos”.
Agora, mais tranquilo, distante do matagal que conheci no sábado, eu reflito: há valores nas mentes criminosas. O problema é que existem mentes criminosas. Outro problema: existem mentes que justificam o crime e até mesmo o inspiram em almas desocupadas prontas a se agarrarem à primeira frase de efeito e a desferi-las após um assalto.
Hoje sou alguém que não se pergunta o que faria "numa situação dessas". Não me pergunto mais porque eu já sei o que faria: tentaria manter a calma e me livraria de todos os bens materiais que possuísse no momento. Um clichê que salva vidas, pelo menos a vida que é alvo do facão em riste. Já as vidas que seguram o facão, infelizmente, parecem convencidas de que não há mais necessidade de viver.
Eu sugiro àqueles que – Deus o livre - passarem por algo semelhante que façam o mesmo ou então que morram bravamente... Não que esse bravamente me faltasse, mas nessas horas a gente pensa em como os seres humanos são humanos: no outro dia ninguém iria lembrar que você foi bravo.
Muito ao contrário... Sobrariam comentários sobre virtualidades e superstições. Mas da realidade, em geral, ninguém falaria. É que a realidade não se sustenta com frases de efeito. A realidade não é ideologia.
Escrito por Wagner às 01h59
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Canadá
Alô amigos! Além dos fiéis leitores brasileiros, olha aí: o Canadá! :)
Olha o gráfico:

Aí diz quatro visitas na última semana! Mas se fosse possível registrar quantas visitas já tivemos lá de cima... UH! :)
Visitas suspeitas, eu confesso. Marina, um abração! ;)
Escrito por Wagner às 00h44
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