Papai Noel

Final de ano chegando. Época de chuvas chegando. Reflexões chegando... Tudo num gerúndio só! Mas a gente agüenta.
O ano passou rápido e logo, logo, começarão os encontros de amigo secreto das empresas, os noticiários sobre as compras de natal e todos os comes e bebes tão característicos dessa época.
Talvez eu escreva ao Papai Noel. Sim... Ele tem sido uma presença constante nos meus momentos de vagar em pensamentos vazios quando, por minutos, não estou fazendo nada. Uma amiga até questionou: “Papai Noel? Por que você chama ‘Papai Noel’ quando lhe ocorre um pensamento?”
Não sei. Apenas chamo. Não para encobrir um palavrão ou chamar atenção... Resolvi – inconscientemente – chamar o nome de “Papai Noel” no meu dia-a-dia. Talvez lhe escreva uma carta:
“Meu bom velhinho, levei 23 anos para descobrir que nada vale a pena. Que são todos um monte de empregadas fãs de programa de auditório ou um monte de torneiro mecânicos enlouquecidos por um time de futebol mal das pernas. No mais, feliz natal para você também”.
Quatro linhas e um ponto final. Algo breve... Uma nota! Um comentário. Um pensamento alto tornado tinta de esferográfica. A propósito... Quero registrar palavras ingênuas. São elas: rádio estereográfico e caneta esferofônica. Bobo. Mas algo que não desperta ira ou preconceitos!
O que eu posso fazer se as empregadas gostam de programa de auditório ou se os torneiro mecânicos gostam de futebol? Não há nada a ser feito. Aliás... Nada precisa ser feito, senão deixar a vida seguir seu rumo.
“Ps: Papai Noel, não sou mal humorado, nem tenho algo contra empregadas ou torneiros mecânicos! São profissões dignas, como todas as outras. Foi apenas um comentário”.
É sempre bom um “PS” para dar-nos a chance de sermos aceitáveis. É uma pena que na vida, assim como nas cartas, os “PS” venham só depois que a palavra já foi lançada!
Papai Noel sai de casa uma vez por ano. Ele está certíssimo! Fica com a família. E nunca o vi dar entrevistas sobre a família... Não precisa. Ele sabe que o óbvio não precisa ser dito. Família é base.
No final é o que (ainda) nos resta. Nem o poder de amigos, nem os amigos do poder... Mas a boa e velha família. Quem tem, que cuide bem.
Ps: Por que todo mundo só fala de sexo?
Escrito por Wagner às 00h26
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Um homem e seu sapato

A pergunta que não quer calar: pra que sair de tênis se existe o moccasin? :)
Escrito por Wagner às 00h20
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