Permanecer no Amor

Sou um vampiro bom... Droga! Já tenho um rótulo... Pra variar. :)
Aqui não dá pra ouvir música e lamento por deveras. Mas vai a letra... A melodia é bem acústica. É isso mesmo? Som na caixa! Ou melhor... Som! É acústico. :P ----------- Permanecer no Amor Banda Dom Composição: Augusto Cezar, Frederico Cruz e Filipe Freire
Permanecer no amor Ser Morada do Santo Espírito Permanecer no Amor E não querer nada que não seja Teu, Senhor Nem um medo, nem um fato, Nem um segredo. Nem um ato, nenhuma força me abala. Se a eternidade em mim é o princípio e o fim Só o amor Tudo perdoa, tudo crê. Tudo espera, tudo suporta. Quem ama vive E permanece no Amor Tudo ensina, tudo vê. Tudo restaura, tudo conforta. Somente vive Quem permanece no Amor
Escrito por Wagner às 01h07
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Homo Sanguineus

Faz pouco tempo que tudo passou a ter sentido para mim. Os momentos de divagar sozinho à noite... As reações imprevisíveis diante das provocações da vida... Meu gosto pela leitura... O não entender certas posturas conservadoras e outras tão malucas... A resignação repentina, as mudanças de humor... A dificuldade de sair de casa pela manhã cedo nos dias de muito sol... Tudo faz sentido agora.
Soube a pouco tempo de minha identidade adormecida. Da minha idade verdadeira e da razão de certa fome que sinto! Num passado remoto fui “Abraçado”. Era noite de festa, conheci uma garota interessante, de sorriso fácil e de comentários os mais certeiros sobre a vida política e social da nação. Ela também era boa de piadas e tinha, curiosamente, um ar tímido... Parecia demais: os meus conceitos do feminino, ali, na minha companhia.
Fomos conversar. Afastados da multidão que ora dançava, ora bebia e brincava, falamos das estrelas e do olhar que tornava tudo opaco quando ela sorria pra mim. Dançamos uma música imaginária, sob o céu de prata, quando senti que a moça tinha certo gosto estranho: de deslizar as pontas dos dedos sobre meu pulso, o que me fazia sentir um estranhamento. Daí em diante não lembro mais muita coisa, senti-me mal, tive dores pelo corpo e adormeci.
Assim me tornei um Malkavian, embora me digam que Malkavians não existem. Faz algum tempo que não sei precisar... Mas soube de tudo depois que reencontrei a linda jovem na faculdade. É claro que a princípio não a reconheci... Porém sempre desconfiei que ela tinha algo de familiar. Tudo ficou claro quando na semana passada encontrei um diário muito antigo numa mala velha, na dispensa da minha casa. Algumas páginas corroídas pelo tempo, minha caligrafia e segredos sobre mim, sobre coisas que vivi há anos.
Sou eu. Um vampiro! Um ser a dominar inclinações grosseiras, desejos humanos e aflições recém compreendidas. Sou do clã Malkavian como mencionei... Sem demoras identifiquei a garota que nesses últimos quatro anos estudou comigo. Parece estranho mas ela não lembrava de nada também, até ler comigo as páginas. Agora somos dois seres sangüíneos redescobertos, em busca da Família, de contatos com a Camarilla, de referências que nos elucidem as páginas corroídas do diário.
Creio sentir paixão pela garota que me vampirizou. Mas também sinto desconforto, certa repulsa, ao saber que ela é a responsável por essa maldição chamada imortalidade... Antes não tivesse descoberto! Agora sei e vou em busca da minha história.
Escrito por Wagner às 22h52
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