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Músicas que me faziam dormir

 

Não sei o título. Seguem aqui duas músicas que me faziam fechar os olhos e dormir despreocupado, afinal não precisava pensar nos trabalhos-matérias que deveria entregar na sexta-feira, nem nas soluções de comunicação que estou devendo para minha coordenadora de estágio e menos ainda no fato de ter que estudar mais para provas do concurso público... Ah... Será que as musiquinhas que ouvia antes de dormir ainda funcionam? Quero dormir sem pensar no amanhã e nas coisas que ele contém. :-D

 

A que mais gostava:

 

Quem foi que fez o mel

Que faz bem pra criancinha

Foi, foi, foi, foi, foi,

Foi a abelhinha

 

Quem foi que fez o leite

Que faz bem pra criancinha

Foi, foi, foi, foi, foi,

Foi a vaquinha

 

Quem foi que fez o ovo

Que faz bem pra criancinha

Foi, foi, foi, foi, foi,

Foi a galinha

 

(... não lembro mais o resto, se houver...)

 

Essa também curtia, mas ela era um pouquinho mais rápido e não tinha o mesmo efeito sedativo:

 

Oinc, oinc, oinc, oinc, oinc

Grunhe o porquinho

Oinc, oinc, oinc, oinc, oinc

Como ele é gordinho

 

É baixinho, é gordinho
É barrigudinho, olé!

 

Tem o rabo enroladinho

E as orelhas são em pé.

 

(essa é só isso!)

 

Me deu um sono agora, mas tenho que ir malhar.

Escrito por Wagner às 22h27
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Conto de Carnaval

Estive por semanas pensando em meu primeiro conto sobre o Carnaval. Pensei em falar sobre o corpo, sobre a festa, sobre a religião, sobre Deus. Mas sentia que faltava algo diferente, algo de ineditismo... E foram muitas as anotações! Cheguei a escrever sobre pardais, sobre casais de foliões. Sobre tudo e sobre nada! Mas faltava algo diferente. Em resumo: pensei em falar sobre a liberdade e cultura. Um texto sem grandes pretensões, mas que pudesse ter duas leituras! Para os mais apressados e para os mais exigentes... Um texto sobre liberdade. É isso. Espero que gostem. - Wagner

Um carnaval de todos

 

Calvino da Silva propôs a seguinte inovação na pequena cidade onde fora eleito: durante o  carnaval quem fosse ao clube de oração junto com a família ganharia descontos nos impostos.

 

Aconteceu que parte da população - composta por foliões já tradicionais - não gostou da idéia de se divertir sem ganhar desconto como a outra parte da cidade e não demorou para que protestassem.

 

Havia um grande mal entendido! Calvino da Silva só queria que todos pudessem ser bons como ele ao menos no período do carnaval. Na visão do gestor público não havia nada de mais em beneficiar os bons e punir os maus, ainda que de forma indolor.

 

Alguns sócios do clube de oração propuseram outra medida: que não se colocasse dinheiro nessa história e que apenas houvesse ajuda na divulgação do clube. "Vai quem quer", disse alguém, "importa só anunciar".

 

Só que Calvino da Silva estranhou a proposta e acreditava que se permitisse tal coisa não teria nenhum sucesso em mostrar para os foliões o que era bom, o que era certo, o que era puro. Coisas que aparentemente só ele sabia!

 

Contrariado ele resolveu criar o próprio clube de oração e prometeu mais descontos nos impostos para quem participasse, durante o carnaval, das atividades do clube recém-criado.

 

Mais protestos! Dessa vez os foliões se uniram à parte dos integrantes do antigo clube de oração: eles queriam liberdade para escolher onde ir e o que fazer. Como Calvino da Silva era irredutível, aqueles contrários à proposta tiveram que fazer uso de uma arma nunca usada antes naquela cidade: o diálogo.

 

Foliões e o pessoal do clube antigo reuniram-se, trocaram idéias e até se conheceram melhor. De repente descobriam que um novo carnaval só valeria à pena se respeitasse a liberdade de cada um! Assim formaram um movimento amplo batizado de "Vai quem Quer" e foram até a praça demover Calvino da Silva de sua idéia.

 

O homem ficou surpreso ao avistar o movimento e se questionava como pessoas tão diferentes conseguiram tal articulação. Ele se viu obrigado a atender o pedido e sentindo algo novo no meio daquela multidão, perguntou do alto da janela onde estava: "Por que esse carnaval será diferente dos outros?"

 

Ao que respondeu um garoto: "Porque um dia fomos escravos e já não o somos mais."

 

Uma vez disseram-me que os bons rezavam e os maus faziam festa. Mas um dia conheci um homem de mãos perfuradas que com sua encarnação purificou tudo o que existia no tempo e tornou a todos livres, revelando que o barro do Gênesis era feito de oração e festa. Escolhe a melhor parte quem decide ser inteiro.



Escrito por Wagner às 00h52
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