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Pega eu



Uma homenagem ao assessor da cueca de 100 mil dólares:
http://app.uol.com.br/radiouol/index.php?busca=pega+eu¶m1=homebusca&check=musica&enviar=OK

Pega Eu
Bezerra da Silva

Vagabundo é mala, mais dessa vez ele não se deu bem...
Foi assaltar casa de pobre ve só o que aconteceu...

O ladrão foi la em casa quase morreu do coração, ja pensou se o
gato não tem um infarto malandro, e morre no meu barracão...
Eu não tenho nada de luxo que possa agradar o ladrão, é so uma
cadeira quebrada, um jornal que é meu colchão, eu tenho uma
panela de barro, e dois tijolos como um fogão...

O ladrão ficou maluco com tanta miséria em cima de um cristão,
que saiu gritando pela rua pega eu que eu sou ladrão, pega eu,
pega eu que eu sou ladrão, pega eu, pega eu que eu sou ladrão,
não assalto mais um pobre nem arrombo um barracão, por favor
pega eu...

Pega eu, pega eu que eu sou ladrão, pega eu, pega eu que eu sou
ladrão, lelé da cuca ele está no pneu falando sozinho de
bobiação dando soco nas paredes e gritando esse refrão...(pega
eu)
Pega eu, pega eu que eu sou ladrão, pega eu, pega eu que eu sou
ladrão...

Não assalto mais um pobre e nem arombo um barracão, e olha o
ladrão foi la em csa quase morreu do coração, o ladrão foi la em
casa quase morreu do coração, ja pensou se o gato não tem um
infarto malandro e morre no meu barracão, eu não tenho nada de
luxo qu possa agradar o ladrão, é so uma cadeira quebrada, um
jornal que é meu colchão, eu tenho uma panela de barro, e dois
tijolos como um fogão...

O ladrão ficou maluco com tanta miséria em cima de um pistão,
que saiu gritando pela rua pega eu que eu sou ladrão, pega eu,
pega eu que eu sou ladrão, pega eu, pega eu que eu sou ladrão,
não assalto mais um pobre nem arrombo um barracão, por favor
pegue eu...


Escrito por Wagner às 22h51
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Macadâmias



Nessa época de chuva os jovens daqui resolveram se vestir como os jovens de outras regiões mais frias. Me senti desconfortável no shopping: muita gente com camisa de manga comprida, outros com jaquetas e alguns até com gorro na cabeça! Sou eu ou alguma coisa está acontecendo? :)

Ansioso por uma resposta resolvi comer macadâmias! Sim, senhores... Macadâmias! Umas bolotas pequenas, crocantes, doces e caras, muito caras: R$6,00. Comprei só porque lembrei de uma amiga minha que nunca mais vi... Macadâmias me lembram Érica Ximenes. Foi ela quem me apresentou as bolotas produzidas pela franquia da Nutty Bavarian. Recordo que na época censurei Érica por gastar tanto com um pacote pequeno cheio de bolotas!

As macadâmias são boas, melhores que a noção geográfica da Nutty Bavarian que localiza o Maranhão no norte do Brasil e não no nordeste. Vejam só: http://www.nuttybavarian.com.br/empresa_pontos_venda.php

Agora eu pergunto: quem paga R$6,00 por um saquinho de bolotas crocantes não tem ao menos o direito de ser localizado em seu devido espaço geográfico? :D

Parece que estão todos deslocados... Os jovens pensam que estão no sul e as macadâmias pensam que estamos no norte! Uh...

Escrito por Wagner às 21h13
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O dia de Antônio

Era um dia qualquer, uma manhã a mais na vida de Antônio Miguel. Chegou às 6h00 no trabalho e cumprimentou o outro vigilante, seu colega, que saía do turno e voltava para casa.

A madrugada foi chuvosa e fazia um certo frio, as plantas estavam orvalhadas e o sol brincava de espetar as nuvens com raios comuns às manhãs do vigilante. Antônio se despediu do colega, colocou a arma no cinto e andou pelo prédio deserto.

Em seu trabalho não havia ar-condicionado, paredes ou portas. Os mais ambientalistas considerariam tudo isso um luxo politicamente correto! Os mais pragmáticos achariam apenas diferente...

Um homem e uma prisão sem muros. Alguém já leu isto em algum lugar?

Os homens chegam todos os dias ao trabalho, mas o que chega junto com eles? Talvez a noite mal dormida, as perguntas dos filhos ou a briga mais recente com a mulher.

Os homens chegam todos os dias ao trabalho, mas o que chega junto com eles? Talvez algumas idéias novas, uma vontade diferente de trabalhar e outra de aprender alguma coisa com o dia.

O que chega junto com quem chega?

"SÃO LUÍS – O vigilante da empresa Servsam Antônio Miguel dos Santos Ferreira foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (08) no Centro de Ciências Sociais (CCSo), localizado na Universidade Federal do Maranhão, no Campus do Bacanga. A primeira hipótese especulada pela polícia foi a de suicídio: Miguel morreu com um tiro no ouvido esquerdo e ainda segurava a arma quando foi encontrado."



Escrito por Wagner às 17h55
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Um dia de Junior



Por que os vendedores de livros resolvem bater à nossa porta no dia que estamos mais ocupados?

Aconteceu comigo nesta manhã. Cometi o erro de acreditar que seria tudo muito rápido... E lá se foram 30 minutos preciosos do meu dia! Mas foi uma experiência interessante.

"Sr. Junior... Como você pode ver existem muitas doenças que o stresse do dia-a-dia ocasiona. E é preciso tratá-las de uma forma inteligente: usando recursos naturais, como recomenda o Dr. Schneider."

O Junior da história sou eu. O truque é velho e muito usado: se esquecer o nome do jovem cliente chame-o de Junior. Há outra versão, usada por quem trabalha em telemarketing: "Seu vizinho, o Junior, lhe indicou." Assim dá para avaliar os bons e os maus cursos de capacitação de marketing direto.

O vendedor era um rapaz de 20 anos, acredito. Chegou falando que está concorrendo a uma bolsa de estudos numa universidade em São Paulo, contou que não era daqui e me perguntou mecanicamente o que eu mais gostava na minha cidade, o que eu fazia e porque fazia o que fazia... Confesso que a princípio imaginei: pronto, agora ele vai tirar uma arma da mala e roubar minha casa... Sempre estranho perguntas "íntimas" de estranhos, mas meu sentido comunicador avisava de alguma forma que era tudo aplicação de técnias de comunicação para vendas: "Crie uma relação com o cliente, seja amigável, interesse-se por ele."

Ele folheou um álbum com informações e ilustrações sobre saúde, de como eu poderia tratar o meu estresse (tive que mencionar o mínimo de estress possível, a única opção que ele me dava para assinalar de acordo com as gravuras... As outras giravam em torno de doenças sérias e drogas). Algumas folhas, fotos e revelações chocantes (como a de que aos 20 anos é possível ter câncer de próstata! Chocante a foto do homem inchado por causa do câncer de próstata... Mais um minuto e eu teria marcado uma consulta!!)... JESUS. Sim! Jesus apareceu em meio à gravuras sobre como utilizar os cinco elementos da natureza no combate ao estresse e diabetes e outras coisas.

Naquele momento estava diante da minha primeira experiência com a evolução do acirrado assédio protestante para conquistar novos adeptos. Foi então que me dei conta do símbolo da editora que havia no álbum (este que está no começo do post): Casa Publicadora do Brasil, editora adventista. Mas foi impressionante... Nos meus melhores momentos não teria uma idéia como essa!

"Jesus é o autor dos cinco elementos da natureza. Como você sabe ele foi um modelo para a história da humanidade e é muito importante conhecer seu profissionalismo, sua vida e seus conselhos."

Não era apenas uma evolução no modelo de evangelização porta-a-porta, era também uma oportunidade para que a editora CASA vendesse dois livros de uma vez só: um sobre as recomendações de um tal Dr. Schineider e outro sobre a vida de Jesus (as letras miúdas revelavam: Helen Gold White, a autora, para quem o Papa é a Besta do apocalipse).

Admirei a técnica do rapaz e ele admirou minha resistência e o fato de não me chamar Junior. :D

Escrito por Wagner às 13h02
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Psicólogos Públicos



Certa vez num cursinho de redação:
"A primeira coisa que uma casa deve ter, você sabe? Uma biblioteca! Sim! Nos finais de semana eu estou na minha... Meu marido reclama, meus filhos reclamam... Mas sou uma mulher psicanalizada!! Convivo muito bem com isso. E depois se faço isso é por vocês! Porque tenho compromisso com vocês com o meu trabalho (...) Acho inclusive que todo mundo tinha que ter o direito de ir ao psicólogo! Deveria ser algo público como qualquer outro serviço de saúde... Ah! Nada melhor... Mas voltemos ao texto..."

Lembro que todas as noites eu voltava diferente do cursinho. Achava que aquelas aulas mudavam minha vida, minha forma de ver o mundo, tudo!! É... A pedagogia é um poder e tanto.

No consultório:
"Wagner, veja bem... Neste papel eu gostaria que você desenhasse uma casa. Desenhe... Apenas desenhe."
"Está aqui."
"Hum... Interessante. Dois andares, não? Interessante... Agora pinte, pode escolher as cores que quiser..."
"Faz tempo que não usava giz de cera... Mas está aqui, pintada."
"Ok. Cores claras... Fortes... Dois andares. É interessante. Agora me diga... Quem mora nessa casa?"
"Quem mora?! Bom... Ninguém!"
"Ninguém mora?!"
"Ué... Não."
"Wagner... Abstraia."

Confio em padres. Tenho certo bloqueio quanto a psicólogos...

Escrito por Wagner às 00h19
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Na ponta do dedo

Os dedos pela área da saúde: apenas dedos.
Pela área tecnológica: algo a proteger da ação das máquinas.
Humanas e sociais: são tudo, menos dedos! :)

Há quem leia com os dedos, usando-os qual cursor de mouse, marcando cada palavra do texto lido na revista, livro, jornal... Em algum momento da minha vida me disseram que contar com o auxílio dos dedos na leitura diminuía o ritmo dela e era - ao fim das contas - anti-higiênico. Sim... Porque ninguém lava as mãos antes de ler e menos ainda depois de fazê-lo. Não se diz "devorar livros"? A leitura não é viagem, como sugerem os pedagogos. A leitura é refeição! Um prato cheio de simbolismos, de vida e saber...

Mas como não recebo verbas do Ministério da Educação (reclamação que não é só minha!), não farei qualquer propaganda dos benefícios da leitura. Voltando aos dedos... Os meus são finos e têm cabelinhos, em épocas passadas eram um grande auxílio na experimentação dos sabores do mundo, especialmente do mundo das festas de aniversário. Na foto a cima foi tudo combinado, desde a ponta da língua até a ponta do dedo. Era um momento especial, um bolo de casamento!! Havia de combinar tudo com a fotógrafa. Pela primeira vez estava perto o suficiente... Sem fiscalização, sem cobranças ou comentários!

Catalizar as emoções. Hoje Acredito que faço isto com mais profissionalismo! :D

Escrito por Wagner às 13h33
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Agenda Setting



Notei que atualmente o ônibus é um lugar filosófico para mim. Inconscientemente compro livros para ler no ônibus - por acaso não terminei a maioria - e na falta deles eu leio o ambiente: as ruas, as pessoas, as situações. De modo algum faria apologia ao "andar de ônibus", confesso que só estou nessa porque não sei dirigir e não tenho carro... Mas enquanto esta for minha realidade eu vou levando da melhor forma possível - e sou bom nisso há 22 anos.

A novidade é que numa conversa no ônibus descobri meu interesse na área da comunicação: agenda setting. Estudar como a mídia molda a opinião pública e vice-versa, especificamente o "vice-versa"! Quero contribuir com a organização de movimentos que saibam agendar a mídia ou que no mínimo dêem muito trabalho para que o agendamento que ela promove obtenha algum sucesso.

Fora do ônibus minha oportunidade de filosofar é Hebe Camargo. Sim! Ela não saberá nunca, mas costumo conversar com ela. E não sou uma companhia muito agradável... Desconfio de tudo o que ela diz, ridicularizo todas as piadas dela e não dou crédito para as explosões patrióticas que ela tem toda segunda-feira. Enquanto isso ela vai conquistando minha audiência - raramente integral!

Hebe passou semanas escandalizada com "mensalão" do PT. O total de séries de ginástica facial que ela fez para anunciar seu horror daria para conservar a juventude perdida... Isso caso ela não já optasse há tempos por outro recursos para alcançar o mesmo efeito. Mas eu tiro o chapéu... Ela sabe agendar as donas de casa como ninguém.

Hebe é o catalizador das minhas opiniões menos amenas. Gostaria de encontrá-la num ônibus...

Escrito por Wagner às 00h52
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Propagando

Poucas pessoas entendem que um curso de comunicação social forma pesquisadores, gente que pensa a comunicação. Na época em que eu comprava livros só pelos títulos não imaginava qual a razão de pagar para alguém pensar somente! Não me tome por antipático, mas o trabalho intelectual realmente constrange e não há dinheiro que pague. Embora haja sempre uma quantia exata para ser simbólica! :D


Quando era pequeno prestava muita atenção nos comerciais de brinquedos, cada vez melhores na véspera da semana das crianças. O que me perturbava - e me fazia pensar sozinho por muito tempo - era o motivo de continuarem com comerciais de brinquedos quando não era sequer mês das crianças. Depois notei que comerciais de roupas, eletros e tudo o mais também eram comuns e não esperavam dias das mães ou dos pais. Achava que comerciais eram feitos para lembrar que alguma data especial estava chegando e assim poderíamos escolher presentes... Inquieto perguntei pro meu pai - papai sempre foi o mais procurado para esclarecer meus porquês.


Não conseguia acreditar que as pessoas compravam coisas mesmo numa época que não tivesse datas comemorativas. Achava besteira que as empresas investissem tanto em comerciais...


"Por que as pessoas iriam comprar algo? Só por que olharam na tv?" - perguntava, não exatamente com essas palavras e não tão objetivo assim, convenhamos...
"Ora! As pessoas olham e vão comprar. É assim que funciona" - respondia papai.


Achava engraçado. "Que tipo de pessoas fariam algo assim?" :D
Hoje se pudesse me encontrar comigo naquele tempo, poderia responder: "Pessoas como você."


Comerciais são pensados para vender, diriam os mais pragmáticos.

"Comerciais são pensados para estabelecer um vínculo com o público, sustentar a imagem de uma empresa, agregar valor à marca. São pensados para serem simbólicos." - diria alguém pago para pensar.


A gente muda.


Na foto: eu e Sarita. Não basta dizer que sou fã dela, é preciso propagar!



Escrito por Wagner às 13h45
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O dito, o visto e lido na minha visão



Noivo: "Eu, WAGNER, te recebo, GARDÊNIA, por minha esposa e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença todos os dias da nossa vida."

Noiva: "Eu idem!"

:)

Meus amigos tiveram a graça de ter um padre sensível e comunicativo na celebração do matrimônio deles. Não foi só a voz de locutor e o violão do padre que fez a diferença, mas o "modos operandi" do rito sacramental, aquela parte onde tem o juramento famoso aí em cima.

Eles fizeram o juramento olhando nos olhos um do outro. Parece que isso é óbvio... Mas não é! Em geral os noivos estão com os olhos num livro ou num pedaço de papel que tenha o juramento escrito... O que, na minha opinião, trai a proposta de intimidade que a celebração propõe.

Já que falam de alegria e tristeza, sentimentos lidos - de forma especial - na face, então nada melhor que dizer cara a cara o que deve ser dito. É natural, bonito e mais verdadeiro.

Uma missão para padres sensíveis e pessoal de cerimonial inteligente: retiremos os textos lidos e deixemos que o padre sopre o que manda a tradição - e confirma o coração.

Quanto ao juramento do início deste post: é mera ilustração! :D

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Na TV
Programas no estilo "coluna social eletrônica" dão dinheiro. Em São Luís ainda não assisti um que estivesse adequado à linguagem do veículo TV... Se os apresentadores - que em geral são os produtores e os donos do negócio também - percebessem que a TV é lugar do público, eles seriam admirados por trabalhar com cenas sociais privadas. Mas eles não entendem.

Não é novidade que a estética e o movimento são exigências de cenas de eventos tornados públicos pela televisão. O que costuma estar fora de foco é a "brevidade" do assunto filmado. Além dos envolvidos e beneficiados pelos eventos, quem mais estaria interessado em ver momentos quase integrais de toda filmagem?

Se for mostrar no seu programa o casamento de fulano e beltrana, faça como Jack, o estripador: fatie. Um "take" da Igreja e decoração. Outro do noivo. Outro da chegada da noiva. A cara de felicidade dos pais. As crianças e suas roupas de gente grande. O padre num momento simpático. O juramento. As alianças. Algum momento diferente do comum e só. Tudo em três minutos! Quando filmar a festa, pelo amor de Deus, jamais mostre cada mesa de convidados, ainda mais se eles estiverem parados achando que filmadora é máquina de fotografar. :D

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No papel
A brevidade também deve estar no "roteiro" de celebração que cada convidado recebe! A opção que meus amigos fizeram me surpreendeu: um folder com três dobras. O segredo é retirar a letra dos cantos, ninguém canta mesmo. :) Três dobras! Cabe a celebração toda.

Escrito por Wagner às 11h58
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