Informe especial: estou com um novo blog. Na verdade é este aqui mesmo, mas em outro lugar, com outro nome... Uma nova proposta! Mas só quando puder elaborar minhas delimitações para o que poderá ser uma nova proposta. :P
Escolhi este nome: "Dia sim, dia também".
É título do livro de um político conhecido, eu sei. Mas a verdade é que eu não tenho culpa de ter bom gosto! :) O nome já tinha em mente antes mesmo de saber do tal livro. Paciência. Meu anonimato não se tornará censura para minhas idéias. Certo? :D
Então, não haverá mais textos novos por aqui. Foi bem bacana... Mas agora estou em outra: http://diasimdiatambem.wordpress.com/
Ah... O paraíso sem o amor! De nada vale. Você que acha que vale... Não vale. Só existe uma liberdade na vida: aquela que permanece após a vida. A liberdade não é o paraíso e suas sensações. Liberdade é poder amar.
Não se canse! Vem aí mais Jota, só porque eu gosto.
Além do Horizonte (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos)
Além do horizonte deve ter Algum lugar bonito pra viver em paz Onde eu possa encontrar a natureza Alegria e felicidade com certeza Lá nesse lugar o amanhecer é lindo Com flores festejando mais um dia que vem vindo Onde a gente pode se deitar no campo Se amar na relva escutando o canto dos pássaros
Aproveitar a tarde sem pensar na vida Andar despreocupado sem saber a hora de voltar Bronzear o corpo todo sem censura Gozar a liberdade de uma vida sem frescura
Se você não vem comigo nada disso tem valor De que vale o paraíso sem o amor Se você não vem comigo tudo isso vai ficar No horizonte esperando por nós dois
Além do horizonte existe um lugar Bonito e tranqüilo Pra gente se amar
Se você não vem comigo nada disso tem valor De que vale o paraíso sem amor Se você não vem comigo tudo isso vai ficar No horizonte esperando por nós dois
Além do horizonte existe um lugar Bonito e tranqüilo Pra gente se amar
"Suas músicas mais recentes falam sempre de horizontes... Um lugar bom a alcançar. Isso é espiritual?"
Rogério.: - Nossa cara, nem sei. Mas eu tenho essas paradinhas mesmo de sair um pouco de mim pra compor. E aí vez ou outra falo de horizonte como você mencionou... Acho que estamos sempre a caminho de algo...
"Ou de alguém?"
Rogério.: - Ou de alguém, sim... Mas não sei se propriamente espiritual.
"Há fãs seus que são engajados em movimentos religiosos e curtem".
Rogério.: - Sim, eu tenho esse conhecimento e acho muito legal. É bom saber que tem gente que procura algo bonito em nossas músicas e encontra, é claro que é... Não sou religioso, mas tenho causas pessoais sim.
"Mas é de família mineira... Tem catolicismo na sua história".
Rogério.: - É, é verdade. Tenho mesmo! Mas não sou dos mais praticantes. Antes de subir no palco faço minha oração... São Jorge, guerreiro!
"Tá certo. Em uma palavra, que fase vive o JQ hoje?"
Rogério.: - Ah... Putz... Uma palavra? Bem... Cara, poesia. Acho que isso. Não que antes não fosse assim... Mas cantar por poesia é muito bom e depois que a banda constrói uma história...
Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito Nem que seja só pra te levar pra casa Depois de um dia normal Olhar teus olhos de promessas fáceis E te beijar na boca de um jeito que te faça rir (que te faça rir) Hoje eu preciso te abraçar Sentir teu cheiro de roupa limpa Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia Que eu faço tudo errado sempre, sempre Hoje preciso de você Com qualquer humor, com qualquer sorriso Hoje só tua presença Vai me deixar feliz Só hoje
Uma especulação: homem só conhece a dor física. Só isso pode explicar a moleza perante percalços de saúde ou mesmo acidentes do dia-a-dia que as mulheres tiram de letra. Um resfriado e tudo dói... Elas não entendem. Até acham graça.
A verdade é que um homem tem poucos recursos para experimentar a dor. Quantos homens choram por incompreensão? Ou por metas não concretizadas? Quantos choram com novela? Com uma declaração de amor? Pela saudade do que quer que seja?
Você lembrou de algum... Ou até mesmo falou com seus botões um “eu, ué!”. Calma... Se algum homem chorou nas circunstâncias expostas, há uma explicação física. Por exemplo: chorar por algo envolvendo a mulher amada ou a família é uma dor física.
Sim, porque há em comum a carne! Mesmo a carne da mulher amada também é comum ao homem amante. Cabe aí ressaltar o contato íntimo, não necessariamente o de ordem genital, mas aquele que por vezes se expressa pelos abraços e demais contatos corpóreos.
O que não quer dizer que basta haver um simples contato físico. É preciso haver nesse contato um contrato subliminar que indique um caminho de osmose: por osmose a mulher amada é carne da mesma carne que seu amante.
Por isso a declaração de amor que faz chorar é na verdade uma dor física, pois tem origem em outro físico, especificamente o da mulher amada. Quanto às incompreensões, metas frustradas, saudades e mesmo novelas... Repare: o homem que chora nessas condições é porque de algum modo estabeleceu uma relação física com o objeto que desencadeou as lágrimas, uma habilidade muitas vezes inibida pela testosterona, mas ainda assim possível.
Outros casos caracterizam apenas dramatização. E mesmo esta só efetua lágrimas após associação com uma dor física: um chute em partes íntimas, por exemplo, é a associação de dor mais eficaz para momentos em que lágrimas exercem papel estratégico.
As feministas ridicularizam: homem chora sim. Mas não chora, não. Ao menos não o “choro” conceitual do universo feminino! Para o homem o choro tem forte ligação com o sentido de fraqueza, mas uma fraqueza física, real.
Portanto, não amolem. Quando sentirmos dor – a única que podemos sentir, aliás – deixem-nos viver o momento.
Pra falar a verdade eu sempre quis aprender a responder provocações e indiretas. Quando pequeno notava algo de interessante nas respostas prontas que, vez ou outra – muitas vezes em outras fases da vida – ouvia alguém dizendo para revidar uma provocação.
Na minha vez eu simplesmente não me sentia motivado. Na verdade, na enorme maioria das vezes, eu não sabia o que dizer. Tudo bem... Eu poderia até saber, mas não tinha a motivação, apesar de ter motivos.
Mania de minimizar conflitos? Não exatamente. Mania de não deixar que me digam o que fazer. Mania, também, de pensar nas oportunidades que não alcançaram quem geralmente se identifica com o papel de provocador.
Havia um santo que dizia temer homens de um livro só. É por aí... Penso que a razão do minimalismo de alguns (muitos, para ser sincero) começa aí. Ah... A falta que faz descobrir-se!
É estranho. Mas chega um momento que você não precisa mais dizer para si que é superior a dada ocasião. Você simplesmente é. E sabe disso. Não como quem busca algum orgulho ferido... Não. É como um estalo sucedido de um riso disfarçado: pois é, fazer o que se eu supero?
Deter-se na essência das coisas... Na essência das pessoas. É disso que falo.
Vergonha não é deixar de revidar. Vergonha, provavelmente, é contradizer-se.
Um rico? Um pobre? Um homem? Uma mulher? Um brasileiro? Quem ganhou?
De todo modo: Parabéns! Desejo que ele invista em todos os sonhos bons que eu investiria.
Não que meus sonhos sejam melhores que o dos outros... Na verdade são melhores que alguns sonhos, sim. Por exemplo... O guarda no shopping dizia que gastaria tudo com mulheres. Alguém me contou que iria viajar e levar os amigos junto, daria dinheiro para todos. Outro iria gastar metade com um psiquiatra... E há aqueles que ajudariam a família e comprariam imóveis. Sem falar nos mais estranhos que não mexeriam no dinheiro, deixaria-no acumular, acumular...
Fico feliz de saber que alguns não ganharam o prêmio. Seria um desperdício total! Mas concordo que é muito interessante o sentimento de liberdade que uma grande quantia de dinheiro evoca. Especialmente uma grande quantia para a vida toda!
Quando me perguntam eu tento ser normal: viagens, estudos, solidariedade e poupança. E que falar algo diferente disso assusta... Mas, na verdade, queria mesmo uma Fundação! Um Instituto... Uma rádio... Um jornal... Uma empresa de comida! Algo que fosse util para entrar no jogo de forças culturais. Sonhos. :P
E eu não conheço o motivo exato. Mas se Ele ama, alguma coisa de muito bom deve ter ou então é pura esperança de Deus... Parece-me que um pensamento vem a calhar: "se Deus criou as baratas, para alguma coisa elas servem". Eu explico: fui assaltado pela quarta vez em São Luís. Graças a Deus, estou vivo pra contar.
Não venham me dizer que existem os bons, os maus, os favorecidos, os desfavorecidos, que eu atraio ou expulso, que foi sorte ou azar e que a violência é algo relativo. Pra mim não foi nada relativo e nem se trata de superstição! Aliás... Acho que estou no ramo certo, porque não saberia viver sem os fatos! Um hobbie? FATOS.
Eu gosto de fatos porque eles me recordam o senso de realidade que falta a muitos. E pra falar a verdade é possível tirar algo bom até mesmo de mais um assalto em minha vida: vivi algo real em tempos de "Second Life" (joguinho bobo em que as pessoas deixam de sair de casa para viver num mundo virtual, inclusive com jornais próprios).
No atual mundo de fugas e virtualismo, nada mais importante: viver o que é real. E certo que há coisas reais mais importantes e menos traumatizantes para se viver! Elas existem e as desejo a todos os seres humanos, inclusive aos que se ocupam de tomar posse dos bens alheios. Especialmente a esses, aliás!
O quarto assalto não é tão diferente do primeiro. Há particularidades: a gente não fica tão nervoso e até consegue negociar com os ladrões. Mas é também nessas horas que as verdadeiras convicções pessoais vêm à tona, porque a realidade atrai realidade.
Não tenha dúvida! Compreendi que, de fato, me importo com a vida humana em todos os seus estágios, em especial naquele em que há um facão enferrujado por perto, pronto para desferir o primeiro golpe.
Se por um lado eu pude testar minhas reais convicções, os jovens ladrões também puderam. Um deles foi capaz de ordenar que os outros me devolvessem os documentos, o jeans e até mesmo um presente que eu acabara de comprar. Outro, já de posse das minhas posses, despediu-se dizendo: “Fazemos isso porque precisamos”.
Agora, mais tranquilo, distante do matagal que conheci no sábado, eu reflito: há valores nas mentes criminosas. O problema é que existem mentes criminosas. Outro problema: existem mentes que justificam o crime e até mesmo o inspiram em almas desocupadas prontas a se agarrarem à primeira frase de efeito e a desferi-las após um assalto.
Hoje sou alguém que não se pergunta o que faria "numa situação dessas". Não me pergunto mais porque eu já sei o que faria: tentaria manter a calma e me livraria de todos os bens materiais que possuísse no momento. Um clichê que salva vidas, pelo menos a vida que é alvo do facão em riste. Já as vidas que seguram o facão, infelizmente, parecem convencidas de que não há mais necessidade de viver.
Eu sugiro àqueles que – Deus o livre - passarem por algo semelhante que façam o mesmo ou então que morram bravamente... Não que esse bravamente me faltasse, mas nessas horas a gente pensa em como os seres humanos são humanos: no outro dia ninguém iria lembrar que você foi bravo.
Muito ao contrário... Sobrariam comentários sobre virtualidades e superstições. Mas da realidade, em geral, ninguém falaria. É que a realidade não se sustenta com frases de efeito. A realidade não é ideologia.